Crônicas

30/05/2014

EMPURRA-EMPURRA

Ao mesmo tempo em que viceja a cultura da irresponsabilidade pelos atos sociais, que comprometem instituições, há movimento simultâneo despertando para a hombridade. A postura  do cidadão vem sendo notada pelas pessoas já  saturadas do empura-empurra, quando  se  trata  de decidir alguma coisa. Algumas desculpas não  cabem mais. Vejam o  que acontece com as casas  ou conjuntos habitacionais  entregues nos programas  sociais. O mutuário entra no prédio e imediatamente passa a  conviver com rachaduras, infiltrações e disfunção no esgoto. No  caso de recursos públicos, a  exigência mínima da qualidade dos produtos só não  acontece quando o agente perde o rigor. Depois vêm  as  desculpas e burocracias  para resolver  a vigarice das más  empresas que concorrem para o serviço público.  Dias  atrás  um jogador  do Inter deu entrevista irritado afirmando que o gol sofrido foi por  sua culpa. “Não sou nenhum  moleque pra não admitir que perdi a bola e  dei a  chance para o gol  do Cruzeiro!”. Este  atleta, apesar da aspereza de sua resposta, ganhou respeitabilidade pela atitude. Não ficou repassando a culpa.

 

Período  eleitoral

Chamamos atenção para a necessidade  de responsabilização pelos  atos  de governo  e  também da sociedade  civil. Precisamos melhorar isso. Deixar escola  sem água ou sem luz e não encontrarmos o responsável pelo serviço, ou vermos uma obra  de  grande vulto  abandonada, são circunstâncias que não podem ser medradas. A responsabilidade tem que ser coisa mais séria no  trato com  os interesses  coletivos. Está havendo muito abandono por parte  de empreiteiras ou empresas que administram prestadores  de serviço,  sem a  devida punição nos causos  de prejuízo. É o caso da Petrobras com o investimento de Pasadena. Em São Paulo e no Rio, nenhum projeto compatível com a necessidade enfrenta as questões da água e da mobilidade urbana. E parece que não  temos um responsável pelo  entrave   ao desenvolvimento.

 

Celibato não é dogma

Quem  observa o sermão do novo pároco da catedral identificará pronunciada orientação em  alguns  fundamentos  religiosos. Num primeiro momento a idéia  parece um  tanto acadêmica  demais para o  convencimento  de  fiéis. O jovem  sacerdote que  falou no  domingo passado impressionou muito pela desenvoltura e clareza. O falecido padre Guareschi figurou  entre os pregadores mais capacitados na  comunicação e  conteúdos. Parece  interessante a postura do padre  em afirmar  que algumas  coisas na religião  devem sim ser discutidas e  afirmadas.  Nada   de “religião não se discute!”Na  vida religiosa corre-se o perigo de abandonar a visão racional dos temas,  embora o aprofundamento pragmático ou dogmático mereça maior  apreço,  como fez o Papa nesta  semana, afirmando que o celibato não é dogma na igreja Católica.

 

Retoques:

·      Marcos Valério, um dos mais célebres publicitários do mundo, hoje é vizinho  de cela do ex-goleiro Bruno, condenado por crime contra ex-namorada.

·      A mini-reforma eleitoral, recentemente assinada pela presidente Dilma vai valer para  este ano? Este é um questionamento a ser  respondido pelo Tribunal Superior Eleitoral ou o STF, o mais  rapidamente possível!

·      A  tendência do judiciário é reduzir  gastos de campanha. Se isso for  levado ao pé da letra,  haverá maior rigor no controle  das pesquisas eleitorais,  registros  de candidatos, e  nas prestações  de contas.

·      Custou a  aprovação da lei  que pune  severamente  o crime  de   trabalho  escravo, mas foi aprovada. Por  incrível que pareça, havia muitos deputados  medrando esta  vergonhosa  situação no Brasil. Agora, quem  for autuado perderá a terra  para projetos habitacionais ou reforma  agrária. Neste  sentido foi importante a determinação de perda  da propriedade  da terra, sem indenização aos  proprietários culpados. É uma  espécie de SPC  social para o latifúndio. Muito bom!

·       Nem tudo está perdido neste país. Os  cinco militares que assassinaram o  deputado Rubens  Paiva foram  denunciados pelo MP. É bom lembrar que a Lei  de Anistia contempla apenas  crimes políticos. Simples  assassinatos,  tanto de um lado como do outro, podem  ser devidamente  apurados.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Fonte: Jurisul

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