Crônicas

25/04/2014

FALTAM 33

Com a disponibilidade e popularização dos meios eletrônicos de comunicação, especialmente modalidades como Facebook, muitas coisas boas passam a  ser  ditas, a maioria editadas em pacotes produzidos por agências ou amadores. Tem  uma  questão que causa constrangimento a  quem recebe uma mensagem, mesmo com amplo respeito à opinião alheia. As  afirmações de cunho político, na maioria sectárias, têm  repetido o critério raso das afirmações. A falta de esmero na argumentação leva ao senso comum e à reprodução de  frases orquestradas, com a temeridade de coonestação de coisas que não se assumiria após reflexão. O atual momento, por exemplo, em que se teme o descalabro em relação à grande conquista nacional dos últimos cinqüenta anos, com prejuízos inexplicáveis à Petrobras, é considerado quinta prioridade em relação à Copa do Mundo, como objeto de discussão. Usa-se a promoção dos jogos da Copa, com seus estádios, como tábua de lavadeira para bater toda a  roupa suja. Enquanto isso, o doleiro Alberto Youssef, suspeito de coordenar gigantesca trama, teve apreendido um arsenal  de 34 telefones  celulares, um dos quais era para contato com o deputado petista André Vargas. E os outros 33?

Escola ou estádio

A  relação de prioridade  entre a construção de escola, posto médico, compra  de remédio pelo SUS, moradia, segurança pública, enfim, essas necessidades básicas, jogadas tudo ao mesmo tempo, para contrapor à promoção da Copa, é demasiado simples.  As  grandes  carências do Brasil não teriam melhor sorte se a Copa do Mundo fosse  transferida para os Estados Unidos. Com  tanta coisa para ser confrontada no interesse público, e  ameaça  de explosão de  denúncias, o sistemático bombardeio contra a Copa torna-se uma perfeita cortina de fumaça. Já  se diz em São Paulo que a culpa  do racionamento de água é a Copa. É lógico  que, respirar, comer, dormir, são prioridades incomparáveis. Nem se discute. Depois dessas necessidades, no  entanto, existem aspirações  compatíveis com a sociedade brasileira, como é o caso do futebol.

 

Anjo e besta

Impossível acreditar que alguém mate covardemente uma criança. Terrível é o abandono das mais diferentes formas que aflige o infante. Impossível é imaginar que um pai, uma madrasta, profissionais esclarecidos torturem e matem uma criança. Ainda que em escala variável, a presença  de psicopatas, personalidades perversas, não é  tão rara em segmentos de alto nível. Veladamente. Isso explica a expressão popularizada entre os  franceses, “qui fait l’ange, fait la bête” – quem se  faz  de anjo, se faz de besta (demônio)!

 

Proporcionalidade

A lei eleitoral que exige percentual de participação da mulher em listas da disputa eleitoral. Sabiamente o Brasil edita a lei Maria  da Penha, para proteger a mulher contra a violência doméstica. Depois  de 400 anos de escravidão, sem direito nem para morrer, vem a lei das cotas (raciais), com reserva  de vagas na  faculdade  aos descendentes afro. Em  tem gente que combate a medida, alegando igualdade. Igualdade?

 

Meninas

Télia Negrão, jornalista e socióloga, tem visão clara do feminismo que avança no mundo.  No debate ocorrido na TV Com, fez indicativos sobre insistência da desconsideração que sofre a mulher perante o machismo. Especialmente na região norte são 60 mil  meninas que vivem a relação marital com adultos. Isso sem contar o absurdo da poligamia que corre  frouxa. Ela  explica que o fundo desse contexto de discriminação da mulher, remonta a milhares  de anos. Força, procriação, poder e religião, ódio e amor, tudo tem sido forte influência de hábitos imponderáveis ao longo dos séculos. Por isso as coisas andam lentamente no Brasil e no mundo.

 

Produção

Passo Fundo tem base forte  de sua riqueza escudada na  agricultura. O setor é  responsável pelo desenvolvimento econômico e o descortinar desse Passo Fundo novo que temos hoje. Chegou a hora de pensar definitivamente no amparo ao campo. A estrada asfáltica  da Bela Vista, construída no governo Dipp, é atitude diferenciada a  ser considerada como um processo a ser  deflagrado.

Fonte: Jurisul

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